Seja bem-vindo
A Associação Nacional de Árbitros
de Hóquei em Patins
 
 
     
 
Comunicado da Cajap (24/09/2012)
  Nomeações Europeias para 18.10.2014
Até dia 20/10/2014
  Nomeações Nacional até 18/10/2014
Até dia 20/10/2014
  Nomeações A.P..Aveiro 19-10-2014
Até dia 19/10/2014
 
  Página principal
  A.N.A.H.P
  Orgãos Sociais
  Estatutos
Últimas notícias
Fotos
Eventos
Quadro de árbitros
Regulamentos
  Regras
  Manual de actuação
  R.E.A.H.P
  Regulamento geral da disciplina
Nomeações
 
C.R.A.H.P.S
Resultados
Forum
Chat
Contato
     
Notícias
03/03/07 - Artigo feito por José Felício-Alentejo
.....................................................
07/10/04 - Invisual José Carlos Miranda Costa
.....................................................
01/08/03 - "Errar é humano!".
.....................................................
25/05/03 - SABER AS LEIS NÃO É TUDO
.....................................................
25/05/03 - CONSELHOS AMIGOS PARA UM BOM DESEMPENHO
.....................................................



Artigo feito por José Felício-Alentejo

FORUM

Á R B I T R O S

CRITICAS / REFLEXÃO

 

Existe um princípio, diria mesmo um preconceito anti-árbitro, que começa nos atletas, passa pelos dirigentes e acaba no público, que leva muitas vezes, mesmo antes do início do jogo, à rejeição do juiz nomeado para determinada partida.

Para que possamos sustentar os motivos dessa rejeição, teremos de ter como base quase sempre, o insucesso desportivo de determinada equipa, que à falta de melhores argumentos, ignorando as suas limitações, físicas-técnicas-tácticas e por vezes o desconhecimento das regras, (por parte nomeadamente do público), arranjam assim em conjunto, um bode expiatório onde possam exorcizar todas as suas frustrações desportivas e outras, esse alvo chama-se árbitro.

Não quero dizer com isto, que os árbitros não erram ou que são infalíveis, claro que erram, mas não erram os dirigentes entre outras formas, quando contratam treinadores que ficam muito aquém das suas expectativas? Não erram os dirigentes quando não conseguem cumprir os contratos que assinam com os atletas, ao não lhes serem pagas as verbas acordadas, fazendo com que a má prestação desportiva destes, se transforme numa forma de contestação? Não continuam a errar os dirigentes quando ao alhearem-se da vida associativa e federativa da modalidade, permitem que aqueles que dizem que negativamente a têm servido, assumam quase de forma unilateral as suas rédeas? Não erram os treinadores quando delineiam ou gizam uma determinada táctica de jogo desajustada a determinado adversário ou situação? Não erram os treinadores quando aconselham a contratação de determinado “craque” e depois vêm que apostaram no cavalo errado? Não erram os treinadores ao não conseguirem uma estabilidade quer emocional quer psicológica no grupo de trabalho, de forma a conseguir do colectivo a produtividade desejável? Não erra o público quando exige do plantel que compõe a sua equipe do coração, a qualquer custo uma prestação acima da qualidade dos atletas? Não erra o publico quando por comodidade aceita de forma passiva a má gestão dos recursos do seu clube, levada a cabo por indivíduos incompetentes e por vezes sem escrúpulos? Não erram os atletas quando de forma escandalosa sofre ou não marcam golos? Não erram os atletas quando desonestamente, simulam faltas tentando tirar partido de uma decisão errada dos árbitros, ou tentando “incendiar” o ringue e as bancadas? Não foram os atletas que em jogo demonstração nos jogos olímpicos de Barcelona, deitaram por água abaixo a hipótese da modalidade passar a ser olímpica, ao promoverem aquelas cenas deploráveis, quiçá, protagonizando um golpe rude no desenvolvimento da modalidade?

Embora reconheça que nem sempre as arbitragens são bem conseguidas, elas têm pecado muito mais pela forma do que pelo conteúdo. Não podendo ser aceite, como alguns detractores querem fazer crer, que a culpa é dos árbitros e que são estes os únicos culpados da situação em que a modalidade se encontra. Não podemos aceitar isso, já que, provado e reconhecido está, que o nosso leque de árbitros de hóquei em patins é de longe do melhor que há no mundo, situação que em Portugal só acontece na nossa modalidade e isso custe a quem custar, é uma reconhecida e incontestável pura verdade.

Sejamos honestos, coerentes, responsáveis e em conjunto dêmos a volta por cima à situação, começando em primeiro lugar por assumir cada um as suas responsabilidades, partindo em conjunto e sintonia para a resolução daquilo que está mal, que cada um seja parte da solução e não parte do problema, esta é a obrigação de todos os agentes ligados à modalidade.

Quem não errou que atire a primeira pedra, tenhamos pelo menos a noção racional de que errar é humano. Se partirmos desta perspectiva, tão moral quanto verdadeira, certamente beneficiamos o espectáculo, promovemos a modalidade e trazemos mais público aos ringues.  

 

JOSÉ ALBERTO DA TRINDADE FELÍCIO

DELEGADO TÉCNICO

ALENTEJO / MARÇO 2007

 

 




Acessos: 94425